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segunda-feira, 18 de julho de 2011

A oposição combativa e o 52° CONUNE: a saída é pela esquerda!

Nathalie Drumond e Rodolfo Mohr*

No último período, uma combinação rara de acontecimentos até então inéditos indica que estamos vivendo apenas o começo de uma nova etapa. O próximo Congresso da UNE vai acontecer numa conjuntura especial. Três elementos, para nós, parecem fundamentais: a nova situação que se abre no mundo, o crescimento inegável da esquerda nas principais universidades brasileiras e a postura defensiva da UJS no debate político atual.

O lugar da Oposição de Esquerda nesse processo, como sujeito ativo, é fundamental. Neste breve artigo, queremos expor algumas de nossas visões. Sobretudo, queremos compartilhar propostas para iniciar um diálogo fraterno entre o conjunto da oposição. De uma coisa estamos convencidos: Tahrir, Puerta del Sol e Syntagma demonstram que o tempo das ruas está de volta. A tarefa da esquerda estudantil brasileira é organizar-se, construindo amplo lastro nas universidades e escolas, para construir a principal arma de barganha desses novos tempos: as barricadas.

A juventude e a nova “onda” de mobilizações no mundo

Nas últimas duas décadas, a ofensiva ideológica do capital atingiu em cheio a juventude. O individualismo parecia ser a principal saída para seus dilemas. Apesar de importantes inflexões como a mobilização da juventude de Seattle (1999) e o movimento antiglobalização, a ação juvenil coletiva não deu a tônica nos grandes temas sociais ao longo dos “duros” anos do auge do neoliberalismo.

O ano de 2011, no entanto, trouxe uma nova geração para a luta política e social. A autoimolação de um jovem graduado de 26 anos foi o que desatou a revolução dos Jasmins na Tunísia. A juventude tomou as ruas e os perfis das redes sociais para derrubar Mubarak no Egito. Jovens agora tomam as ruas contra a crise européia. Na Espanha, são os “indignados”. Em Portugal, a “geração à rasca” e, na Grécia, os “aganaktismeni”.

Em 14 de julho, quando estiver começando o 52° CONUNE, num sinal dos tempos, milhares de estudantes chilenos promoverão uma intensa jornada de greve e mobilização, dando prosseguimento ao conjunto de lutas estudantis que atravessa o país contra a precarização da educação. A mobilização do Chile, somada à luta estudantil no sul do Peru, é fundamental. Trata-se da primeira expressão no continente latino-americano das lutas de jovens que vemos tomar os continentes europeu e africano.

No Brasil, ainda que não tenhamos, por enquanto, um novo cenário, já é possível sentir um “novo clima”. Ele esteve presente nas manifestações recentes como a “Marcha da Liberdade”. Pudemos senti-lo nas lutas por tarefas democráticas, como por exemplo a que os estudantes da UFCSPA travaram contra a corrupção da reitora ou aquela travada pelos estudantes da PUC/RS e de tantas outras universidades contra as máfias estudantis que controlam DCEs. A enorme onda em prol dos direitos das mulheres e o fortalecimento, entre os jovens, da luta LGBT também são frutos desse novo período.

Uma das últimas capas da revista Carta Capital esteve bastante sintonizada com esse momento ao destacar a relação entre a luta juvenil, o uso das redes sociais, as lutas na Europa e a expressão que tomou a revolução no mundo árabe. O título não poderia ser mais sugestivo: #Proteste. As próximas lutas estudantis por mais verbas, assistência estudantil ou democracia certamente serão impactadas por esse novo momento. Se o CONUNE vai acontecer numa onda de frio que assola o país, podemos esperar uma primavera estudantil quente do ponto de vista das lutas.

Oposição de Esquerda dirige os principais DCEs de Norte a Sul do Brasil

É fundamental destacar a força e a capilaridade que a Oposição de Esquerda, organizada em diversos coletivos, adquiriu no último período. Hoje, os DCEs mais importantes e representativos, das principais universidades do país, são influenciados por coletivos que atuam nesse campo.

Vejamos de perto: no Rio Grande do Sul, os DCEs da UFRGS, da UFCSPA e da UFPEL têm cumprido um papel fundamental nas mobilizações recentes. Já na PUC/RS, os coletivos que impulsionam a oposição conquistaram uma importante e histórica vitória contra a máfia que controla o DCE há décadas ao impor a convocação inédita de eleições limpas para os próximos meses. A esquerda também venceu, recentemente, a eleição para o DCE da UNIFRA em Santa Maria. No Paraná, o DCE da UFPR é uma referência para todas as lutas, com grande participação na defesa da democratização da comunicação. No Rio de Janeiro, a esquerda venceu importantes eleições no último período: UERJ, UFF e Unirio, onde manteve seu importante trabalho. Além disso, é de se destacar o peso, ainda que não seja majoritário, dos companheiros do coletivo Levante na UFRJ e na PUC/RJ.

Em São Paulo, o DCE-Livre da USP está muito fortalecido e tem sido exemplar na tarefa de construir uma entidade combativa, ampla e democrática. No DCE da Unicamp, a esquerda possui um histórico e enraizado trabalho. Poderíamos destacar outros inumeráveis casos Brasil afora: da luta contra a corrupção na Assembléia Legislativa paraense em que os DCEs da UFPA e da UEPA têm papel decisivo ao valente enfrentamento que os estudantes capixabas e o DCE da UFES protagonizaram contra o aumento das passagens, a Oposição de Esquerda esteve presente disputando consciências e organizando a luta!

O fato é que a esquerda chega ao CONUNE com um grande peso e muita responsabilidade. Seu desafio é igualmente grande: aproveitar a oportunidade para construir um espaço comum e articular um calendário de lutas para o biênio 2011-2013 para enfrentar os cortes de verbas, unir a luta contra o aumento das passagens e colocar, no centro de nossa intervenção, uma luta real e séria acerca da bandeira dos 10% do PIB para a educação. Devemos reunir mais de mil ativistas, representativos, da Oposição de Esquerda no CONUNE, número ainda não visto em outras ocasiões.

Nesse momento, está claro que nossa luta não começou no CONUNE nem terminará após ele. Utilizando-o como um meio para organizar uma intervenção unitária e consistente da Oposição de Esquerda no próximo período, poderemos avançar para estar à altura do que os novos tempos exigem.

Maquiagens já não bastam e a UJS está na defensiva

Ao contrário dos últimos CONUNEs, o campo governista terá peso numérico, mas desgaste político. Os primeiros 6 meses do governo Dilma não deixam espaço para dúvidas: os casos de corrupção, que derrubaram Palocci e Nascimento; a crise do governo Cabral (aliado de primeira hora de Lula e Dilma); e o corte de R$ 50 bilhões no orçamento (sendo R$ 3,1 bilhões da educação) em contraste com o contínuo fluxo de bilhões de reais dos cofres públicos para o sistema financeiro internacional ou para financiar negócios lesivos ao povo brasileiro (como os R$ 4 bilhões do BNDES que o governo pretende destinar à fusão de Pão de Açúcar e Carrefour) demonstram a submissão do campo governista – na UNE, capitaneado pela UJS – aos interesses da grande burguesia brasileira e de seus agentes políticos sempre ávidos por nomeações, cargos e contratos.

O comprometimento da UJS/PCdoB vai além: os escândalos no Brasil da Copa e da Olimpíada escancaram seus laços com as empreiteiras e as fartas possibilidades de negócios que agora as “licitações secretas” abrem. O esporte, que deveria servir como instrumento para a educação dos jovens, a saúde e o divertimento do povo brasileiro, nas gestões “comunistas”, tem sido administrado sob uma lógica que privilegia os cartolas, as máfias da CBF e do COB e o monopólio da comunicação no Brasil.

O elemento de maior desgaste para este setor, no entanto, são as vergonhosas alterações no Código Florestal lideradas por Aldo Rebelo (PCdoB), um ex-presidente da UNE e ex-comunista que agora é celebrado pela bancada ruralista. Mesmo durante a luta contra a reforma universitária, a UJS enfrentou o debate utilizando o PROUNI (e sua base social) como escudo e legitimação. Com as alterações no Código Florestal, porém, os malabarismos serão muito mais difíceis e injustificáveis, já que quase todos, nas ruas e universidades públicas ou privadas, o repudiam. Como explicar a aliança com o que há de mais atrasado e retrógrado na política brasileira? O apoio a Aldo Rebelo é inexplicável sob qualquer ponto de vista progressista: 80% da opinião pública são contrários às mudanças no Código Florestal.

A hora da esquerda “indignada”: devemos nos preparar para o novo período!

Por tudo isso, está claro que o momento é de unir a esquerda para enfrentar coletivamente, a muitas mãos, esse novo cenário. Para nós, a possibilidade de fazê-lo está hierarquizada por uma tarefa fundamental: construir um Bloco de Esquerda, que, por dentro e por fora da UNE, possa ser uma expressão dos anseios de transformação da juventude indignada brasileira.

A capilaridade da Oposição de Esquerda é uma realidade. Estamos presentes nas principais universidades brasileiras e fomos protagonistas decisivos das mobilizações recentes no país. Precisamos, contudo, avançar no sentido de construir uma alternativa mais unitária que nos coloque em melhor situação para disputar consciências e organizar e lutas que virão. A realidade abre-nos novas possibilidades e desafios. Estamos convencidos de que os próximos passos devem passar pela organização de um Bloco de Esquerda entre os setores de oposição. Soubemos enfrentar momentos difíceis e apostar, sem atalhos, numa política ao mesmo tempo combativa e ampla com a qual pudemos chegar até aqui. Devemos avançar.

Recentemente, os companheiros do PSTU mostraram, mais uma vez, que a política simplesmente orientada pela disputa autoproclamatória da vanguarda é incapaz de ser uma alternativa a amplos setores e de avançar na organização da luta da juventude brasileira. Mesmo sendo a prioridade semestral do PSTU, apesar de seu enorme esforço, o I Congresso de sua entidade, a ANEL, não conseguiu ser mais amplo do que a base que os companheiros movimentam cotidianamente nas universidades. A polêmica travada entre o PSTU e seus rachas minoritários à esquerda sobre se é ou não correto apoiar a luta dos bombeiros do Rio de Janeiro – algo que recorrer ao bom senso já resolveria – demonstra o limite de disputa desta entidade.

O Bloco de Esquerda deve pautar a realidade da juventude no Brasil e todos os temas que a movem durante e depois do CONUNE. O Bloco deve, para nós, ter uma composição, inclusive de chapa no CONUNE, que respeite, sem ruídos ou desencontros, critérios democráticos, como proporcionalidade na direção, rodízio nos cargos, direito de voz às posições minoritárias e decisões em instâncias do Movimento (plenárias e assembleias).

A construção da campanha por 10% do PIB para a educação (#10%já!) será a prova de fogo. Nela, devemos valorizar DCEs, CAs, DAs, Federações e Executivas de curso para fazer um grande mutirão da esquerda estudantil, como foram os plebiscitos sobre ALCA e a dívida a seu tempo. O Bloco deve ter como primeira grande tarefa contribuir para organizar uma campanha popular que rompa os muros das universidades.

Juntos!, uma organização de juventude que se fortalece como nova alternativa, coloca-se à disposição da batalha para evitar a dispersão e o fracionismo, separando o secundário do principal e oferecendo o melhor de seus esforços para aproveitar a oportunidade que está posta: fortalecer a nova direção que está surgindo para as batalhas que virão!

*Nathalie Drumond (diretora do DCE-Livre da USP) e Rodolfo Mohr (diretor do DCE da UFRGS) são militantes do Juntos!

fonte:www.juntos.org.br

terça-feira, 5 de abril de 2011

A revolução árabe e a política do imperialismo: um debate necessário.


1.A intervenção das potências imperialistas para fazer a zona de exclusão e desta maneira intervir na guerra civil da Líbia suscitou um legítimo debate (sobretudo entre socialistas e anti-imperialistas da América Latina) a respeito de qual deve ser a posição da esquerda diante da revolução árabe a partir desta intervenção. Uma parte muito importante destes setores haviam apoiado as revoluções democráticas na Tunísia e Egito com certo receio, e agora passaram a dizer que a política deve ser essencialmente a luta contra a intervenção imperialista. Em algumas declarações surgiu até a idéia de que caso não se derrote o imperialismo na Líbia, este vai avançar sobre Cuba e Venezuela. Neste sentido, criticou-se a resolução votada por unanimidade na Executiva Nacional do PSOL, porque seguimos defendendo a centralidade da luta contra Khadaffi, sem ignorar o perigo da intervenção imperialista no processo revolucionário árabe como um todo.

2.Na declaração do PSOL, não deixamos de denunciar a política do imperialismo na região, seus objetivos reacionários, sua função de deter a revolução em curso. O ponto de partida da análise deve ser regional. Não se pode analisar a situação da Líbia isoladamente. A revolução agora chegou à Síria, e se confirma como uma onda de revoluções democráticas contra regimes autocráticos e, no geral, pró-imperialistas, que dominaram a região por três décadas. Estes regimes, especialmente o egípcio, foram a peça chave para que o imperialismo isole a Intifada Palestina, permitindo massacres do Estado Sionista. Foram também chaves para que o Hezbolah se enfraquecesse na Líbia e foram pontos estratégicos para as duas guerras do império contra Iraque. A revolução democrática em curso já derrotou Ben Ali na Tunísia e Mubarak no Egito, e custou mais de 600 assassinatos nestes países, além de dezenas de mártires no Iêmen, Barhein, Argélia, Síria, Marrocos. A onda revolucionária assumiu um movimento quase irreversível de decadência destas regimes, e por isso, de grande derrota ao imperialismo. É a derrota ao imperialismo mais importante produzida pelas massas das últimas décadas.

3.Para frear a revolução árabe, a política do imperialismo tem várias caras, responde na defensiva e aparece como incongruente e inconcluso para a população norte-americana. No Egito e na Tunísia, onde já triunfou a revolução democrática, o imperialismo apoiou aos ditadores constrangido e até o último minuto possível. Agora, tentam se adaptar ao processo, criando condições de contra-revolução para impedir que a luta avance. Para isso, se apóiam em velhos dirigentes que agora assumem um papel democrático, e tentam cooptar os setores políticos surgidos da própria revolução. No Barhein, país onde está instalada a frota naval norte-americana, o imperialismo apoiou a invasão da Arábia Saudita, que já custou centenas de mortos. Um triunfo da revolução neste país, govrenado por uma minoria sunita, significaria o regime de uma maioria xiita, ou seja, um segundo Irã da região. Uma política de apoio às ditaduras é explícita também na própria Arábia Saudita, enquanto no Iêmen, onde ocorre um avanço intenso da revolução democrática e fortes elementos de decomposição do regime, o governo ditador segue se mantendo.

4.A primeira pergunta é para se compreender a Líbia é: qual a é a linha divisória que separa a revolução da contra-revolução na atual guerra civil? O povo que se insurreicionou, enfrentou o exército de Khadaffi, conquistou um setor do exército para a luta revolucionária, que quer derrubar o regime, é o lado correto para os socialistas. Este sujeito social amplo e muito aguerrido é a linha divisória entre revolução e contra-revolução. Ou seja, será uma conquista das classes trabalhadoras de todo o mundo se o regime de Khadaffi for derrubado. Não por acaso, os governos de Marrocos e Argélia onde também chegaram os protestos populares, apóiam o ditador líbio com armas e mercenários.

4.1.A política do imperialismo na Lìbia segue os mesmo objetivos que no conjunto dos países árabes: deter a revolução. O imperialismo se manteve silencioso e estático durante as 3 primeiras semanas, quando a revolução chegou a Trípoli e o regime de Khadaffi ficou por um fio. Interviu com a zona de exclusão no último minuto, quando Khadaffi estava entrando em Benghazi. Ou seja, quando a revolução na Líbia estava me pleno retrocesso, debilitada pela contra-revolução de Khadaffi. A forma de atuar do imperialismo deixa claros seus verdadeiros objetivos: uma vez detida a revolução Líbia, buscar o controle da situação regional e cooptar os rebeldes. Toda invasão imperialista traz consigo uma grande ameaça. Pela Líbia, tentarão manter o controle econômico e ideológico desta parte do mundo árabe e sua riqueza petrolífera. Mas quem pode impedir que isso ocorra NÃO É KHADAFFI, pois este continua massacrando os rebeldes líbios. Quem pode fazê-lo é o próprio movimento revolucionário em curso. Quanto antes os revolucionários rebeldes derrubem o ditador, melhor será, e o principal agente desse processo são as massas árabes que carregam essa tarefa em toda a região. Por isso, quem faz do centro da sua política a luta contra a invasão, deixa de lado a luta contra Khadaffi, objetivamente se coloca ao lado de Khadaffi e de seu exército que tem como objetivo massacrar a resistência dos rebeldes revolucionários e golpear a revolução em curso.

4.2.A única alternativa correta seria reconhecer o governo rebelde como uma força beligerante, apoiando-os de todas as formas possíveis, e respondendo positivamente ao que eles exigem. Por isso, defendemos essa posição aos socialistas e anti-imperialistas: sabemos do perigo regional que representa a intervenção imperialista e seguimos apoiando a derrota de Khadaffi, pois só assim o povo poderá organizar uma nova determinação e um novo regime. Quanto antes cair Khadaffi, melhor! Melhor para a auto-determinação e soberania do povo líbio, melhor para revolução democrática árabe que se espalha na região.

5.A política do imperialismo na Lìbia segue os mesmo objetivos que no conjunto dos países árabes: deter a revolução. O imperialismo se manteve silencioso e estático durante as 3 primeiras semanas, quando a revolução chegou a Trípoli e o regime de Khadaffi ficou por um fio. Interviu com a zona de exclusão no último minuto, quando Khadaffi estava entrando em Benghazi. Ou seja, quando a revolução na Líbia estava me pleno retrocesso, debilitada pela contra-revolução de Khadaffi. A forma de atuar do imperialismo deixa claros seus verdadeiros objetivos: uma vez detida a revolução Líbia, buscar o controle da situação regional e cooptar os rebeldes. Toda invasão imperialista traz consigo uma grande ameaça. Pela Líbia, tentarão manter o controle econômico e ideológico desta parte do mundo árabe e sua riqueza petrolífera. Mas quem pode impedir que isso ocorra NÃO É KHADAFFI, pois este continua massacrando os rebeldes líbios. Quem pode fazê-lo é o próprio movimento revolucionário em curso. Quanto antes os revolucionários rebeldes derrubem o ditador, melhor será, e o principal agente desse processo são as massas árabes que carregam essa tarefa em toda a região. Por isso, quem faz do centro da sua política a luta contra a invasão, deixa de lado a luta contra Khadaffi, objetivamente se coloca ao lado de Khadaffi e de seu exército que tem como objetivo massacrar a resistência dos rebeldes revolucionários e golpear a revolução em curso.

6.O governo rebelde foi enfático ao manifestar ser contra qualquer intervenção terrestre das forças da OTAN. Os rebeldes necessitam de armas e ajuda humanitária, e foi isso que solicitou. A melhor forma de combater os planos do imperialismo na Líbia é lutar contra Khadaffi. A suposta neutralidade do governo brasileiro é uma postura ambígua e hipócrita de deixar que Khadaffi e os imperialistas façam aquilo que bem entenderem com o povo líbio. A única alternativa correta seria reconhecer o governo rebelde como uma força beligerante, apoiando-os de todas as formas possíveis, e respondendo positivamente ao que eles exigem. Por isso, defendemos essa posição aos socialistas e anti-imperialistas: sabemos do perigo regional que representa a intervenção imperialista e seguimos apoiando a derrota de Khadaffi, pois só assim o povo poderá organizar uma nova determinação e um novo regime. Quanto antes cair Khadaffi, melhor! Melhor para a auto-determinação e soberania do povo líbio, melhor para revolução democrática árabe que se espalha na região.

Pedro Fuentes-Secretário de Relações Internacionais do Partido Socialismo e Liberdade-PSOL

23/03/2011
fonte:http://internacionalpsol.wordpress.com/